|
Manejo (Meios de luta, pt) da doença Práticas Culturais A maturidade do tubérculo é o fator mais importante a ser considerado para o controle da infecção. Tubérculos colhidos antes da maturação são suscetíveis à ferimentos e subseqüente infecção. A infecção de tubérculos pode ser reduzida com uma colheita cuidadosa para minimizar os ferimentos. Sempre que possível, deve-se evitar a colheita em condições de excesso de umidade. Os tubérculos devem ser armazenados em temperaturas variando entre 10°C e 13°C (50-55°F), em condições de alta umidade relativa e com muito arejamento, para promover o fechamento dos ferimentos. Essa prática reduz a incidência e a severidade das infecções nos tubérculos armazenados. Durante o cultivo, a programação da irrigação por aspersão deve ser feita de forma a minimizar o período de molhamento foliar (Figura 9). Deve-se evitar situações que propiciam longos períodos de molhamento das folhas, especialmente em dias frios e nublados ou durante as noites. A seleção de áreas de cultivo com boa drenagem e ausência de impedimentos naturais ao fluxo de ar sobre a cultura, isto é, fileiras de árvores, reduzirão o período de molhamento das folhas. A manutenção dos níveis adequados de fertilidade do solo é também um fator crítico para o controle da pinta-preta (alternariose). A doença é muitas vezes associada com cultivos que sofrem com falta de nitrogênio (azoto, pt), particularmente no período final da fase de crescimento e nas folhas mais velhas e em senescência. O manejo (combate, pt) de outras enfermidades, como o (a) tombamento (murchidão, pt) por Verticillium, podem reduzir o estresse e portanto, a severidade da pinta-preta (alternariose). Cultivares Resistentes Controle químico Um novo produto disponível para controle da pinta-preta (alternariose) é a azoxistrobina. Essa molécula pertence à classe das estrobilurinas, fungicidas que são altamente ativos contra um grande número de fungos. A azoxistrobina é absorvida prontamente pelos tecidos da planta e tem ação preventiva para bloquear a infecção. A azoxistrobina também age curativa/sistemicamente no controle de infecções já existentes. As dosagens utilizadas são mais baixas do que nos produtos protetores convencionais, muito embora o custo por hectare seja tipicamente mais alto. Em função do seu modo de ação em um único sítio, a azoxistrobina apresenta maior risco de desenvolvimento de isolados resistentes na população do patógeno. Sendo assim, durante o programa de aplicação de fungicidas, é preciso alternar o uso de azoxistrobina ou misturá–la com produtos que apresentam modos de ação distintos. Esta estratégia permite cobrir todo o período necessário de aplicações, que não deve incluir mais do que seis tratamentos com este produto. O “Fungicide Resistance Action Committee” (FRAC) não recomenda o uso de estrobilurinas como forma curativa. A época das aplicações de fungicidas em função das condições ambientais e o monitoramento do potencial para desenvolvimento de doença são críticos para se atingir um bom controle. O uso de programas de previsão de doença, como o FAST (Forecasting Alternaria solani in Tomatoes) para a cultura do tomate e o P-DAY (Physiological days) para batata, contribuem para corretamente programar as aplicações e aumentar a eficiência dos produtos fungicidas, como também auxiliar na redução de aplicações e custo (Figuras 11 e 12).
Copyright © 2007 |