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Manejo (Meios de luta, pt) da doença

Práticas Culturais
O emprego de boas práticas culturais visando manter as plantas de tomate e batata em condições aceitáveis de sanidade, pode manter os danos causados pela pinta-preta (alternariose) abaixo dos níveis econômicos. Uma vez que o patógeno sobrevive em restos de cultura infectados, práticas básicas de sanidade que reduzem o inóculo inicial são benéficas para os cultivos subseqüentes. Atenção especial deve ser devotada à remoção de material infectado, como por exemplo, restos de cultura em decomposição (plantas e frutos) encontrados nas áreas próximas dos campos de produção. Controle de plantas voluntárias e ervas daninhas, como tomate e batata selvagens (e outras solanáceas), são práticas de rotina importantes antes do estabelecimento de novas áreas de cultivo. Tais plantas são hospedeiras do patógeno e, uma vez removidas, reduzem os riscos de transmissão da doença. Sementes e material de transplante livres de patógenos e rotação com uma cultura não suscetível irão igualmente auxiliar na redução de inóculo no solo.

A maturidade do tubérculo é o fator mais importante a ser considerado para o controle da infecção. Tubérculos colhidos antes da maturação são suscetíveis à ferimentos e subseqüente infecção. A infecção de tubérculos pode ser reduzida com uma colheita cuidadosa para minimizar os ferimentos. Sempre que possível, deve-se evitar a colheita em condições de excesso de umidade. Os tubérculos devem ser armazenados em temperaturas variando entre 10°C e 13°C (50-55°F), em condições de alta umidade relativa e com muito arejamento, para promover o fechamento dos ferimentos. Essa prática reduz a incidência e a severidade das infecções nos tubérculos armazenados.


Figura 9

Durante o cultivo, a programação da irrigação por aspersão deve ser feita de forma a minimizar o período de molhamento foliar (Figura 9). Deve-se evitar situações que propiciam longos períodos de molhamento das folhas, especialmente em dias frios e nublados ou durante as noites. A seleção de áreas de cultivo com boa drenagem e ausência de impedimentos naturais ao fluxo de ar sobre a cultura, isto é, fileiras de árvores, reduzirão o período de molhamento das folhas. A manutenção dos níveis adequados de fertilidade do solo é também um fator crítico para o controle da pinta-preta (alternariose). A doença é muitas vezes associada com cultivos que sofrem com falta de nitrogênio (azoto, pt), particularmente no período final da fase de crescimento e nas folhas mais velhas e em senescência. O manejo (combate, pt) de outras enfermidades, como o (a) tombamento (murchidão, pt) por Verticillium, podem reduzir o estresse e portanto, a severidade da pinta-preta (alternariose).

Cultivares Resistentes
Resistência total à pinta-preta (alternariose) não está disponível em cultivares comerciais de tomate e batata. A utilização de variedades selvagens de tomate que mostraram alto grau de resistência em programas de melhoramento, tem propiciado o lançamento de um grande número de cultivares com alguma resistência à pinta-preta (alternariose). Níveis aparentes de resistência são freqüentemente correlacionados com a idade das plantas. Plantas imaturas de tomate e batata são relativamente resistentes à pinta-preta (alternariose), mas após o início da formação dos tubérculos e frutos, a suscetibilidade aumenta gradualmente. Plantas maduras são bastante suscetíveis.


Figura 10

Controle químico
Fungicidas protetores e curativos são registrados para o uso contra a pinta-preta (alternariose) de tomate e batata (Figura 10). Fungicidas de mais baixo custo como mancozeb e clorotalonil representam os pilares da maior parte dos programas de manejo (luta, pt) da doença. Esses fungicidas devem ser aplicados em intevalos de 7 a 10 dias para prover proteção de brotações, assim como, para contrapor o efeito do ambiente na remoção natural e progressiva dos produtos químicos aplicados sobre a superfície das folhas. As vantagens desse tipo de produtos incluem a sua eficácia e o modo de ação em múltiplos sítios, o que reduz o risco de desenvolvimento de isolados resistentes na população do patógeno. As desvantagens incluem a necessidade de aplicações regulares em doses relativamente altas.

Um novo produto disponível para controle da pinta-preta (alternariose) é a azoxistrobina. Essa molécula pertence à classe das estrobilurinas, fungicidas que são altamente ativos contra um grande número de fungos. A azoxistrobina é absorvida prontamente pelos tecidos da planta e tem ação preventiva para bloquear a infecção. A azoxistrobina também age curativa/sistemicamente no controle de infecções já existentes. As dosagens utilizadas são mais baixas do que nos produtos protetores convencionais, muito embora o custo por hectare seja tipicamente mais alto. Em função do seu modo de ação em um único sítio, a azoxistrobina apresenta maior risco de desenvolvimento de isolados resistentes na população do patógeno. Sendo assim, durante o programa de aplicação de fungicidas, é preciso alternar o uso de azoxistrobina ou misturá–la com produtos que apresentam modos de ação distintos. Esta estratégia permite cobrir todo o período necessário de aplicações, que não deve incluir mais do que seis tratamentos com este produto. O “Fungicide Resistance Action Committee” (FRAC) não recomenda o uso de estrobilurinas como forma curativa. A época das aplicações de fungicidas em função das condições ambientais e o monitoramento do potencial para desenvolvimento de doença são críticos para se atingir um bom controle. O uso de programas de previsão de doença, como o FAST (Forecasting Alternaria solani in Tomatoes) para a cultura do tomate e o P-DAY (Physiological days) para batata, contribuem para corretamente programar as aplicações e aumentar a eficiência dos produtos fungicidas, como também auxiliar na redução de aplicações e custo (Figuras 11 e 12).

Figura 11
Figura 12

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