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Biologia do PatógenoFusarium graminearum é um ascomiceto que produz esporos sexuais em um saco conhecido como asca. A fase assexual do fungo produz esporos denominados de macroconídios e o estádio sexual produz esporos denominados de ascósporos. Reprodução AssexualO anamorfo (estágio assexual) do fungo que causa a giberela é Fusarium graminearum. Macroconídios (esporos assexuais) são derivados de células produtoras de conídios denominadas fiálides (Figura 8). Fiálides são massas agrupadas em formato de almofadas conhecidas como esporodóquios. Os macroconídios são hialinos, em formato de canoa, normalmente com cinco ou mais septos.
Reprodução sexualO teleomorfo (estágio sexual) do fungo é Gibberella zeae. O gênero Gibberella pertence à família Hypocreaceae, caracterizada por apresentar peritécios de coloração brilhante e que freqüentemente se formam em um estroma (estruturas somáticas onde os corpos de frutificação se desenvolvem). Os peritécios de G. zeae são de coloração negra-azulada na maturação (Figura 9). Os ascósporos (esporos sexuais) se formam dentro de sacos conhecidos como ascas, e são forçadamente liberados do peritécio através de uma pequena abertura conhecida como ostíolo (Figura 10). Os ascósporos variam de hialinos a coloração castanha, levemente curvados e arredondados nas extremidades (Figura 11).
A maioria dos isolados de F. graminearum são homotálicos, o que significa que eles são capazes de se reproduzir sem um parceiro. Isolados heterotálicos, os quais requerem um parceiro compatível para a reprodução sexual, são pouco comuns. Estudos em laboratório, entretanto, têm demonstrado que alguns isolados homotálicos têm a habilidade de se reproduzir com outros isolados compatíveis. O grau com que isso ocorre no campo, em condições naturais, ainda não está esclarecido MicotoxinasMuitas espécies de Fusarium (incluindo F. graminearum) produzem micotoxinas - substâncias químicas produzidas por fungos e que são nocivas a animais. Estas substâncias químicas operam na natureza afetando os mecanismos de defensa da planta ou defendendo o fungo contra outros microorganismos. A principal toxina produzida por F. graminearum, em associação com a giberela do trigo e da cevada, é desoxinivalenol (DON). A DON é também chamada de vomitoxina, devido ao seu efeito deletério no sistema digestivo de suínos e outros animais monogástricos. Seres humanos que consumirem farinha feita com trigo contaminado com DON, freqüentemente, demonstrarão sintomas de náusea, febre, dor de cabeça e vômito. A contaminação com DON é medida em partes por milhão (ppm). Níveis de DON em grãos de trigo giberelados (infectados) são freqüentemente altos (>20 ppm). O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) recomenda que níveis de DON em alimentos para seres humanos não excedam a 1 ppm. Entretanto, compradores de grãos podem ter menor tolerância de DON durante a compra. Níveis mais altos de DON são permitidos para rações de aves e ruminantes. Copyright © 2006 |