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Sintomas e sinais

Os primeiros sintomas da Sigatoka negra são manchas diminutas e cloróticas que aparecem na face inferior (abaxial) da terceira ou quarta folha aberta. As manchas progridem para estrias finas e marrons e ficam limitadas pelas nervuras (Figura 3). As estrias tornam-se mais escuras, algumas vezes com tom púrpura e visíveis na face superior (adaxial) das folhas. As lesões aumentam em tamanho, tornando-se fusiformes ou elípticas, dando o aspecto estriado característico das folhas doentes (Figura 4). O tecido adjacente à lesão freqüentemente tem aspecto encharcado, especialmente sob condições de alta umidade.

Figura 3 Figura 4

Quando a severidade da doença é alta, grandes áreas da folha podem se tornar escuras e encharcadas. No tecido necrosado aparecem numerosos corpos de frutificação globosos (pseudotécios), de tamanho pequeno, negros, que contêm estruturas em forma de saco (ascos). Os ascos estão cheios de ascósporos, que são os esporos sexuais do fungo, que emergirão na parte inferior da folha (Figura 5).

Figura 5

A Sigatoka negra, inicialmente relatada em Fiji em 1964, recebeu esse nome por ser uma forma diferente da Sigatoka amarela. Conforme mencionado anteriormente, na Sigatoka negra, tanto estrias jovens como as lesões são de coloração negra e normalmente não apresentam o característico halo amarelo como nas estrias da Sigatoka amarela. Embora as lesões da Sigatoka amarela (Mycosphaerella musicola) sejam semelhantes, pode-se distinguir entre as Sigatokas negra e amarela observando-se as características do fungo, mais especificamente das hifas (conidióforos) que produzem os esporos assexuais (conídios). As duas espécies podem ser diferenciadas microscopicamente pelo exame da estrutura do conidióforo. Mycosphaerella fijiensis produz conidióforos em feixes (esporodóquio) e tem cicatrizes basais no conídio e no conidióforo no local de união de ambos. Mycosphaerella fijiensis produz a maioria de seus esporos assexuais (conídios) e estruturas que produzem seus esporos sexuais (espermogônia) na face inferior da folha, ao passo que Mycosphaerella musicola produz conídios predominantemente na face superior da folha. Sintomas da Sigatoka amarela (Figuras 6 e 7) desenvolvem-se tipicamente mais lentamente que os sintomas da Sigatoka negra (Figura 8) (veja abaixo: Comparação entre Sigatoka negra e Sigatoka amarela). Adicionalmente, a diagnose pode ser feita por meio de PCR.

Figura 6 Figura 7
Figura 8

Se não controlada, a Sigatoka negra progride por toda a superfície da folha, reduzindo grandemente sua capacidade fotossintética e, conseqüentemente, a produção (Figura 9).

Figura 9

Comparação entre Sigatoka negra e Sigatoka amarela

Patógeno
SIGATOKA AMARELA SIGATOKA NEGRA
Mycosphaerella musicola
(Pseudocercospora musae)
Mycosphaerella fijiensis
(Psedocercospora fijiensis)
  • conidióforos formados em feixes densos (esporodóquios), com estroma escuro, em ambas as superfícies foliares

  • conidióforos retos, usualmente não-septados e não-ramificados, sem apresentar cicatrizes no esporo

  • largura do conídio uniforme em todo o seu comprimento, com 1-5 septos, sem cicatriz basal
  • conidióforos formados isoladamente ou em pequenos grupos (2-5) na superfície inferior da folha

  • conidióforos retos ou curvos, com 0-3 septos, ocasionalmente ramificados, com cicatriz ligeiramente mais larga nos esporos

  • conídios mais afilados da base para o ápice, 1-6 septos, cicatriz basal visível
Hospedeiros
SIGATOKA AMARELA SIGATOKA NEGRA
bananas (AAA) geralmente suscetíveis; maioria das bananas para cozinhar e ‘plantains’ (AAB e ABB) moderadamente a altamente resistentes maioria das bananas de sobremesa, bananas para cozinhar e ‘plantains’ suscetíveis
Sintomas
SIGATOKA AMARELA SIGATOKA NEGRA
  • estrias iniciais amarelo pálidas

  • estrias aparecem nas folhas de número 4-5 (Cavendish não pulverizadas)
  • estrias iniciais marrom escuras

  • estrias aparecem nas folhas de número 2-4 (Cavendish não pulverizadas)
Epidemiologia
SIGATOKA AMARELA SIGATOKA NEGRA
  • mais comum em ambientes mais frios

  • inóculo consiste de ambos, conídios (dispersos pela água) e ascósporos (dispersos pelo vento)

  • conídios aparecem primeiramente na lesão madura

  • produz mais que 30.000 conídios por lesão

  • conídios não são liberados pelo vento


  • ascósporos maduros produzidos 4 semanas após o aparecimento da estrias
  • mais comum em ambientes mais quentes

  • ascósporos levados pelo vento são o inóculo mais importante


  • conídios aparecem nos estádios iniciais da estria

  • produz cerca de 1.200 conídios por lesão

  • conídios liberados pela água e pelo vento

  • ascósporos maduros produzidos 2 semanas após o aparecimento das estrias

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