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Manejo da Doença

Fungicidas

Grandes plantações dependem em larga escala do controle químico, especialmente fungicidas protetores, como mancozeb, usualmente aplicado em água ou em combinação com óleo, e clorotalonil. Mancozeb é freqüentemente combinado ou usado em rotação com morfolina, inibidores de demetilação (DMI), ou estrobilurinas (QoI). Clorotalonil é usado em rotação mas não combinado com outros fungicidas. Resistência a benzimidazóis, DMI e estrobilurinas é bastante comum em muitas áreas de produção. Os fungicidas são freqüentemente aplicados por meio de avião (Figura 16).

Figura 16

Controle biológico

A pesquisa para o desenvolvimento de métodos de controle biológico para a Sigatoka negra é limitada, uma vez que métodos químicos de controle são altamente eficientes e de custo compatível. O controle biológico é um método desejável principalmente por razões ambientais, mas seu uso na prática é de difícil implementação, pois a Sigatoka negra é uma doença policíclica e tecido suscetível do hospedeiro está disponível durante todo o ano. Várias bactérias epífitas (incluindo Pseudomonas, Bacillus e Serratia spp.) têm sido testadas para o controle de M. fijiensis, mas a pesquisa com agentes de controle biológico ainda é incipiente.

Variedades resistentes

O uso de variedades resistentes é o único meio prático de controle da Sigatoka negra para o pequeno produtor e para o agricultor de subsistência, pois os fungicidas são geralmente muito caros para esses agricultores. Infelizmente, a despeito da existência de algumas variedades resistentes, elas são freqüentemente inaceitáveis para o mercado. O desenvolvimento de variedades resistentes aceitáveis é uma prioridade de trabalho nos centros de pesquisa internacionais (Figura 17).

Figura 17

Entretanto, o melhoramento para resistência a doenças é difícil no caso de bananeira. Bananas comerciais são autotriplóides (AAA), isto é, elas têm três cópias dos cromossomos ao invés das duas cópias que os diplóides silvestres possuem. Ao mesmo tempo que este conjunto extra de cromossomos confere às variedades características comerciais favoráveis, como a ausência de sementes (ao contrário das espécies selvagens diplóides, Figura 18) e plantas e frutos maiores, também aumenta o nível de esterilidade. Esse alto nível de esterilidade é o maior obstáculo para os melhoristas. Adicionalmente, o tempo de geração (de semente a semente) para as bananas é longo, podendo alcançar três anos.

Figura 18

Manejo cultural

Técnicas de manejo cultural, tais como maior espaçamento, melhor drenagem e aeração, controle adequado de plantas daninhas e remoção de plantas severamente doentes ou de partes delas, podem também ser usadas para obter algum controle. A simples remoção de folhas infectadas, colocando-as no chão, pode significativamente reduzir a eficiência da dispersão de ascósporos (Figura 19). A aplicação de uréia e de outros produtos nos restos infectados depositados no chão pode acelerar a decomposição e assim reduzir a quantidade disponível de inóculo.

Figura 19

Quarentena e sanitização

Quarentena e sanitização apropriadas podem conferir proteção contra dois meios de transporte de inóculo a longas distâncias – folhas e rizomas infectados. Folhas de bananeira contaminadas são freqüentemente usadas para proteger os frutos quando transportados por caminhões.

Medidas de quarentena são praticadas em algumas áreas e países onde M. fijiensis ainda não se estabeleceu ou está confinada a certas áreas (Figuras 20 e 21).
Figura 20 Figura 21

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