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ImportânciaA ferrugem da soja é uma das doenças de soja mais importantes do mundo. A soja, uma das grandes culturas nos EUA e no mundo, possui altos níveis de óleo vegetal e proteína (aproximadamente 20 e 40%, respectivamente) e corresponde a 57% do óleo vegetal consumido no mundo e 68% da proteína vegetal. De acordo com a Associação Americana da Soja, os EUA foram responsáveis por 38% da produção mundial de soja no ano de 2006, correspondendo a US$ 19 bilhões, e o Brasil e a Argentina foram responsáveis por 24% e 19% da produção mundial, respectivamente. Devido à carência de resistência da planta, a natureza explosiva da doença e o alto potencial de perdas de produtividade (30 a 80%), a ferrugem da soja vem há tempos sendo vista como uma séria ameaça a produção de soja nas Américas do Sul e do Norte. A ameaça da ferrugem da soja foi tão seria que Phakopsora pachyrhizi foi incluída na lista de ‘agentes selecionados’ no ato de bioterrorismo dos EUA no ano de 2002, junto com outros agentes biológicos como os que causam o Anthrax e a Febre Hemorrágica. Agentes selecionados são patógenos de humanos, animais e plantas que possuem o potencial de serem usadas como armas biológicas de terrorismo. A ferrugem da soja causada por P. pachyrhizi foi descrita pela primeira vez em 1902 no Japão e era limitada a Ásia e Austrália até 1997 quando foi encontrada em Uganda. Da Uganda se disseminou para o Zimbábue (1998) e depois para a África do Sul (2001). Em 2001, a ferrugem da soja foi encontrada no Paraguai. Uma vez que a maior produção de soja do mundo está localizada nas Américas do Sul e do Norte, a introdução da ferrugem no Paraguai representou uma ameaça significativa. A ferrugem da soja foi relatada no Brasil e no norte da Argentina em 2002. Em 2003, a ferrugem da soja ocorreu na maioria das regiões produtoras de soja do Brasil e da Bolívia. No verão de 2004, a ferrugem da soja foi encontrada na Colômbia, e em novembro desse ano foi relatada pela primeira vez nos EUA continental na Louisiana e então, em um curto espaço de tempo, em outros 8 estados americanos (Figura 21). A ferrugem da soja provavelmente entrou nos EUA continental com o furacão Ivan, que esteve em terra firme em Setembro de 2004. A Figura 22 ilustra a concentração estimada de esporos carregados pelo furacão Ivan e a distribuição geográfica de deposição dos esporos. Desde então, P. pachyrhizi aparentemente se estabeleceu permanentemente em plantas de kudzu na Flórida, e a área onde é encontrada durante a estação de cultivo vem crescendo. Em 2005, a ferrugem da soja esteve primeiramente ativa no sudoeste dos EUA (Figura 23), porém algumas descobertas tardias ocorreram em kudzu ao norte de Kentucky e da Carolina do Norte. A ferrugem da soja foi encontrada no México no início da primavera de 2006 em um campo isolado perto de Brownsville, no Texas. Durante toda a primeira metade do período de cultivo de 2006, a ferrugem da soja esteve confinada ao sudoeste dos EUA, porém não esteve muito ativa devido ao clima invulgarmente quente e seco. De qualquer forma, assim que aumentaram as chuvas, também aumentou a ferrugem, especialmente na Louisiana e pela costa do sudeste dos EUA. No final da safra, a ferrugem da soja foi encontrada ao longo do rio Mississipi até o sul de Illinois e ao norte de West Lafayette, em Indiana (Figura 24). Em 2007, a seca no sudoeste dos EUA limitou o desenvolvimento da ferrugem da soja durante toda a estação, porém chuvas intensas em Lousinana, Texas, Oklahoma e Kansas favoreceram a ferrugem nestas regiões (Figura 25). A ferrugem apareceu pela primeira vez no norte de Iowa em 2007. Embora estas detecções tardias não causaram perdas de produtividade, mostraram que, sob certas condições, a ferrugem da soja pode se disseminar rapidamente permanecendo como uma ameaça à maioria das regiões produtoras de soja dos EUA.
Nota: a primeira introdução da ferrugem asiática da soja causada por P. pachyrhizi nos EUA ocorreu no Havaí em 1994, porem não causou grande impacto na região produtora dos EUA continental. Além disso, a ferrugem da soja foi encontrada em Porto Rico nos anos de 1970, porém analises mostraram que esta ferrugem foi causada por P. meibomiae e não por P. pachyrhizi. A introdução da ferrugem asiática da soja na área continental dos EUA iniciou um esforço nacional de cientistas e agentes da extensão para se prepararem para as epidemias de ferrugem. Estes esforços incluem a rede de parcelas sentinelas que mapeiam a ocorrência nacional da ferrugem da soja com dados semanais, um esforço coordenado para registrar os fungicidas para a ferrugem da soja, treinamento de detectores (ou “ferrugeiros” no Brasil) para reconhecimento da ferrugem da soja e outras atividades de extensão e pesquisa. Como resultado, esta doença causou um imenso interesse da mídia. Algumas manchetes a seguir. “Soybean Checkoff Builds Defense Against Rust”Soy News: http://www.arspb.org/publications/soynewspdfs/SoyNews09-04.pdf“RUST BELT CINCHES UP”AgWeb.Com: http://www.agweb.com/get_article.aspx?src=&pageid=108090“Sen. Feingold urges action against Soybean Rust”CropChoice.com: http://www.cropchoice.com/leadstry9205.html?recid=2337O trabalho da ferrugem asiática da soja que foi conduzido nos Estados Unidos até a presente data não seria possível sem o aval e esforços cooperativos das universidades, do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), das associações estaduais de produtores de soja e da indústria. Copyright © 2008 |