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EpidemiologiaPara informações sobre o ciclo da doença, vá até a página da Biologia do Patógeno. Epidemias de ferrugem iniciam com a chegada de inóculo (uredósporos) pelo ar. Este patógeno (agente patogénico, pt) é único entre as ferrugens, pois possui muitos hospedeiros alternativos (Tabela 1) que podem servir como fonte de inóculo. Hospedeiros alternativos são outras plantas que podem ficar infectadas com o mesmo patógeno, porem, não são necessários para completar o ciclo de vida deste patógeno. Hospedeiros alternativos não podem ser confundidos com alternate host, que são outras plantas, além do hospedeiro principal, que são necessárias para completar ociclo de vida. Em áreas livres de temperaturas de congelamento, como a América do Sul, América Central, a bacia do Caribe, Sul do Texas e Flórida, a fonte de inóculo pode estar próxima, em plantas de soja voluntárias, kudzu, ou algum outro hospedeiro alternativo. Em regiões de clima temperado, como o meio oeste dos Estados Unidos (planícies centrais como Iowa, Illinois, etc), o inóculo pode ser transportado pelo vento e vir de fontes de inóculo localizadas a centenas de kilómetros de distância. A reintrodução de patógenos obrigatórios em regiões distantes ocorre com diversas outras doenças, como ferrugem do colmo e oídios, por exemplo, mofo azul do fumo. Pelo fato de os esporos d P. pachyrhizi serem sensíveis à radiação ultravioleta, as viagens de longas distâncias provavelmente ocorrem em sistemas de tempestades onde as nuvens protegem os esporos da luz solar. Uma vez que o esporos viáveis se depositam na superfície de um hospedeiro suscetível, a infecção e o subseqüente desenvolvimento da epidemia são dependentes das condições ambientais. Usualmente, a infecção ocorre quando as folhas estão molhadas e as temperaturas apresentam-se entre 8°C e 28°C, sendo o ótimo de 16°C a 28°C. A 25°C, algumas infecções ocorrem quando há no mínimo 6 horas de molhamento foliar, sendo o ótimo de 12 horas. Após a infecção, lesões e pústulas com uredósporos podem aparecer em 7 ou 8 dias, e o próximo ciclo de infecção pode ter início. Este curto ciclo de vida significa que, sob condições favoráveis, epidemias de ferrugem da soja podem progredir rapidamente de baixos níveis de detecção para desfolha da planta dentro de um mês. Epidemias parecem progredir até mais rapidamente, já que infecções precoces ocorrem em folhas baixas da planta e são difíceis de identificar. Além do ambiente, a idade das plantas afeta as epidemias de ferrugem da soja. Normalmente, lesões de ferrugem não são encontradas antes do florescimento da soja, a não ser que se tenham altos níveis de inóculo no início da estação. Isso pode ser devido à alta suscetibilidade das plantas à ferrugem assim que o hospedeiro entra no estágio reprodutivo, ou porque em partes mais baixas do dossel os esporos estão mais protegidos da radiação UV, ou então porque condições de maior umidade ocorrem assim que o dossel se fecha. Em qualquer ocasião, as lesões podem se formar em qualquer estágio de desenvolvimento da planta, mas geralmente não há um grande incremento dos níveis da doença antes da floração. Copyright © 2008 |