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Manejo da Giberela

Cultivares resistentes de trigo e cevada

Um grande volume de pesquisa tem focado no uso de cultivares resistentes para o controle da giberela. Milhares de linhages são inoculadas artificialmente com F. graminearum (Figura 18). Aquelas nas quais se verifica um crescimento reduzido do fungo e baixos níveis de contaminação com a micotoxina DON são posteriormente selecionadas para estudos adicionais de melhoramento genético. Até o momento, parece não existir uma cultivar de trigo ou cevada de alta produtividade e que seja completamente resistente a F. graminearum. Entretanto, nos últimos anos, progresso significativo tm sido obtido no desenvolvimento de cultivares parcialmente resistentes à doença em muitos trigos para panificação. Em contraste, programas de melhoramento de cevada não têm obtido tal progresso. A falta de cultivares de cevada resistentes se deve em parte à tolerância zero de grãos de cevada infetados com Fusarium para a indústria do malte e cervejeira.

Figura 18

Considerações Agronômicas

A rotação de cultivo (quais culturas são plantadas e quando) e aração (incorporação de resíduos no solo) são práticas que podem afetar a incidência da giberela. Nos anos recentes, a diminuição do uso da aração é apontada como prática que contribui para a ocorrência de epidemias regionais em virtude do aumento dos níveis de inóculo.

Uma vez que o risco de giberela depende das fontes de inóculo, o manejo de resíduos de cereais na superfície do solo pode ou não afetar o nível de giberela. A importância relativa do inóculo local bem o como daquele oriundo de fontes distantes ainda não está completamente determinada. Em regiões onde existem fontes significativas de inóculo aéreo, o manejo local da doença (em uma fazenda isolada) pode não ser efetivo.

Fungicidas

O controle químico, com fungicidas, pode promover controle parcial da giberela e da contaminação com micotoxinas. Fungicidas foliares têm sido usados para o controle da giberela em algumas áreas, os quais são aplicados em torno ao período de florescimento do trigo. Em muitas áreas, os fungicidas são raramente utilizados para controlar a giberela devido ao alto custo, eficácia variável e a natureza esporádica das epidemias. A pesquisa continua a identificar fungicidas que são mais efetivos para o controle da giberela. Muitos fungicidas comerciais que são rotineiramente usados para tratamento de sementes de cereais também reduzem o risco de necrose em plântulas causada por Fusarium.

Controle Biológico

Diversos pesquisadores estão investindo na busca de alternativas viáveis e compatíveis com o ambiente, como os agentes de biocontrole, para o controle da giberela. Algumas estirpes de bactérias produtoras de esporos (como Bacillus subtilis) e leveduras têm apresentado resultados promissores para o controle da giberela e a redução da contaminação com micotoxinas (Figura 19).

Figura 19

Manejo Integrado

O manejo ou a proteção integrada de giberela poderá um dia ser obtida pela combinação do uso de agentes de biocontrole e fungicidas em cultivares de trigo e cevada com níveis aceitáveis de resistência. Modelos de previsão da doença podem auxiliar no manejo da giberela para racionalizar as aplicações de fungicidas bem como dos biocontroladores.

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